23.1.06













Vou ali e já venho. Até breve!

CONCERTINO: SILÊNCIO

Assim
pouco a pouco
escolhi
O presente silêncio

Silêncio
tão pouco querido
oh, derradeiro momento...

Silêncio
Momento
Silêncio

(Madredeus, 1994)

7.1.06

13 465

O ano entrou bem, não obstante uma teimosa rolha que não saíu da sua Murganheira antes das 00h00'30''...
Entretanto, deixaram-me na caixa de correio uma carta, sobre a qual me ocorre agora a dúvida: 13 é o número da sorte ou do azar?

31.12.05

ATÉ 2006!

Well, you're my friend
And can you see
Many times we've been out drinking
Many times we've shared our thoughts
But did you ever, ever notice, the kind of thoughts I got
Well you know I have a love, a love for everyone I know
And you know I have a drive, to live I won't let go
But can you see this opposition, comes rising up sometimes
That dreadful imposition, comes blacking in my mind

And then I see a darkness
Did you know how much I love you
Is there hope that somehow you
Can save me from this darkness

Well I hope that someday buddy
We'll have peace in our lives
Together or apart
Alone or with our wives
And we can stop our whoring
And pull the smiles inside
And light it up forever
And never go to sleep
My best unbeaten brother
This isn't all I see

I know, I see a darkness
Did you know how much I love you
Is there hope that somehow you
Can save me from this darkness


(Bonnie Prince Billy, I See a Darkness)

UMA IMAGEM PARA (O MEU) 2005


nova iorque, agosto de 2005

Um momento de pausa na cidade frenética...

30.12.05

2005, 4 ANOS DEPOIS


É impossível ficar indiferente à sua forma, ao seu tamanho, à sua provocação. A Casa da Música (1) aterra na Rotunda da Boavista com quatro anos de atraso, mas ainda assim abana profundamente os portuenses e semeia o caos entre os estudiosos de arquitectura. Como qualquer obra que não é neutra, desperta ódios e paixões. Escrevem-se inúmeros artigos a defender cegamente a peça e outros tantos a atacá-la impiedosamente. Passados oito meses, tento alinhavar somente meia dúzia de observações:

Ponto número um: dos três projectos apresentados a concurso, o de Koolhaas era o melhor. Ponto número dois: o discurso "a obra não se integra na envolvente" não faz sentido - isso nunca foi uma pretensão do arquitecto e nunca poderá ser uma pretensão desta forma de pensar a arquitectura e a cidade. Ponto número três: o conceito de sobrepôr uma série de caixas (onde se albergam os programas principais) e unir os seus vértices para obter um poliedro irregular origina uma infinidade de espaços residuais e uma anarquia espacial. Ponto número quatro: a Casa quer-se aberta a todos os públicos, mas para estes disfrutarem dos sons que por lá se ensaiam Koolhaas obriga-os a passar por uma penitência só comparável ao Bom Jesus de Braga. Ponto número cinco: talvez por isso mesmo o holandês se tenha desleixado tanto na escolha das cadeiras do grande auditório - o público chega lá tão cansado que até um banco de cozinha seria suficiente para descansar o estafado corpo. Ponto número seis: fica a sensação que (quase) tudo se resume a uma alucinante promenade; para refutar este ponto, pode-se afirmar que a villa Savoye também é (sobretudo) uma promenade. Ponto número sete: "Is there a connection between the predominance of mirrors in the Generic City - is it to celebrate nothingness through its multiplication or a desperate effort to capture essences on their way to evaporation?"(2) Fico com a ideia que o arquitecto Ginestal Machado sabia a resposta, mas não o deixaram falar...

(1) Foto roubada aqui.
(2) Koolhaas, Rem, The Generic City.

29.12.05

NY POSTVIEW / LEITURAS DE 2005


Dal Co, Francesco, Il Tempo e l'Architetto - Frank Lloyd Wright e il Guggenheim Museum, Martellago, Electa, 2004.
Koolhaas, Rem,
Delirious New York, 1978 (edição castelhana: Delirio de Nueva Iorque, Barcelona, Editorial Gustavo Gili, SA, 2004)

Dada a predominância de Nova Iorque no meu ano de 2005, destaco dois magníficos livros sobre a cidade. O primeiro relata a "anti-conformística bravura" de Wright com os poderes instítuidos e acompanha o seu projecto inovador para um "templo da arte não-objectiva" desde a sua génese. Dal Co apresenta-nos esta obra-prima do século XX como o resultado de uma longa e maturada reflexão sobre os espaços expositivos e uma irónica resposta à lógica post and beam nova-iorquina: o museu Guggheim insere-se na malha urbana como a "materialização de uma radical alteridade" e, sobretudo, representa o desprezo do mais americano de todos os arquitectos pela cidade mais ocidental e europeia dos Estados Unidos (povoada desde a Guerra pelos german-refugge architects) e por todas as suas instituições. O movimento ascendente, no edifício de Wright, não é um fim em si mesmo: na verdade, é apenas o começo, e este pequeno pormenor é um conceito radicalmente oposto ao que Manhattan impõe prosaicamente a todos os edifícios que acolhe.

O segundo livro é um delirante exercício de escrita de Koolhaas (segundo o próprio, "perdeu-se um excelente argumentista") que funciona como um manifesto retroactivo para a cidade de Nova Iorque. No fundo, estamos perante a revelação de uma teoria que sempre existiu -desde Coney Island - mas que nunca ninguém deu por ela, ou pelo menos da qual ninguém reclamou o legado . Dreamland, Flatiron, Empire State, Waldorf-Astoria, Rockefeller Center, todos fazem parte de uma e mesma linhagem genética que se foi desenvolvendo e aperfeiçoando ao longo de (poucos) anos de incontida euforia tecnológica.
"Existem uma série de estratégias: a grande lobotomia, a separação vertical, uns cálculos imobiliários que se orientaram, desde a década de 20, a demonstrar o impossível. E existe uma indústria de edificação que está especializada em construir tudo isso. Finalmente, existe a doutrina do manhattismo: a creação de congestão a todos os níveis possíveis." (tradução livre)

28.12.05

3 ÁLBUNS PARA 2005


Patrick Wolf, Wind In The Wires.
Sigur Rós, Takk.
Antony & The Johnsons, I Am a Bird Now.

TIM BURTON'S CORPSE BRIDE

Dois mundos. Um deles cinzento, frio, hostil, desolador como um imenso cemitério, povoado por personagens bizarras, onde se preparam rituais sinistros e calculistas. O outro cheio de cor, caloroso, alegre, povoado por personagens hilariantes, onde se preparam festas de arromba com muita música e coktails, cheias de (des)encontros inesperados.
A ideia do mundo dos mortos ser mais alegre que o dos vivos é uma reconfortante esperança.

22.12.05

COFFE BREAK

Segunda-feira fui a uma loja de mobiliário e decoração de cozinhas e, enquanto observava indeciso os inúmeros objectos expostos, uma simpática senhora perguntou-me, apontando para a elegante máquina de café: "Quer um cafézinho?"
Hoje, na barbearia, enquanto um jovem me fazia mil rodriguinhos no meu (pouco) cabelo, uma simpática rapariga perguntou-me, através do espelho: "Quer um cafézinho?"

Isto é concorrência desleal. Enquanto eu espero por um café num café, ninguém me pergunta se vou levar a jarra do Aalto ou se vai ser curto atrás e comprido em cima.

15.12.05

AIRES MATEUS

Reacendeu-se na blogosfera a discussão sobre a exposição patente no CCB do trabalho recente da dupla de arquitectos lisboeta Francisco e Manuel Aires Mateus. "A essência da exposição é a essência da própria arquitectura que se pretende exibir", diz JMAC. "Arquitectura sem pessoas é arquitectura?", replica Lourenço.
Vou ter que me manter à margem da discussão mais uns dias devido aos trezentos e picos quilómetros que separam o CCB da minha casa. Espero muito brevemente, ainda este ano, saciar a minha curiosidade pela exposição dos "manos branco mais branco não há". De qualquer forma, a resposta à questão do Lourenço parece-me evidente: Nunca!

A CIDADE É UM BEZIDRÓGLIO

"Assim são as cidades. Não são pontos no mapa, não são ícones que cabem em postais ilustrados, não são slogans. São estados de alma em metamorfose, são lugares de histórias e geografias imaginadas, mais concretos do que cruzamentos de linhas de longitudes e latitudes, do que récitas organizadas por datas, personagens e acontecimentos. Não são círculos concêntricos riscados em vermelho postos num mapa nas paredes para exercício de tiro ao alvo. Dizia o Fernão Lopes que são lugares de muitas e variegadas gentes, de multidões, de ideias, de trocas, de poder, de conflito, de miséria, de grandezas, de cosmopolitismo e de pequenos gestos."

Álvaro Domingues, in O Público, 14 Dezembro de 2005.

11.12.05

CADERNO DE VIAGENS 013


arraiolos, maio de 2001

TÓNICOS PARA A DEPRESSÃO:

-Dar uma volta de bicicleta num luminoso dia de (fim de) Outono, à beira-mar e ao pôr-do-sol, já com o frio e a humidade características desta cidade a entrarem-nos por todos os poros da pele, não obstante os muitos casacos que vestimos, uns em cima dos outros;
-Ler compulsivamente o Estado Civil, do Pedro Mexia, com as suas despudoradamente simples poéticas do banal.

8.12.05

AR AWARDS 2005


brufe, janeiro de 2004

O restaurante em Brufe (Gerês), de António Portugal & Manuel Maria Reis, recebeu no passado dia 6 uma distinção (Highly Commended) nos prémios 2005 da revista britânica Architectural Review.
Ver aqui a lista completa dos projectos premiados.

JOHN LENNON 1940-1980

How can i go forward when i don't know which way i'm facing?
How can i go forward when i don't know which way to turn?
How can i go forward into something i'm not sure of?

(How, John Lennon, 1971)

6.12.05

TRAGAM-ME OUTRO HOLANDÊS

A fotografia que vinha hoje na capa de um jornal desportivo, com os jogadores do FCP a erguerem o caneco dos Campeões, não parece ter sido tirada há um ano e meio. Parece ser do tempo da Maria Cachucha.

4.12.05

A FRONHA EM QUESTÃO



O desafio foi lançado aqui. Mesmo sem entender em que é que isto "ajuda a perceber alguma coisa", aqui está a fronha em questão. Mas depois não apelidem este pasquim de narcisista!

PORTO VINTAGE

(Sábado, 4h00 da madrugada; estamos no espaço envolvente à Casa da Música, com uns amigos que vieram de Lisboa, a divagar sobre a arquitectura de Koolhaas; ao longe começam a ouvir-se vozes femininas, que cantarolam uma canção qualquer; umas dez miúdas entre os doze e os treze (!) anos aproximam-se de nós; uma delas pergunta, com sotaque:)

- Arranjam-me um cigarro?

(E. oferece prontamente. Eu, atónito, atiro:)

- Vê-se logo que é de Lisboa!
- É de Lisboa mas ao menos é simpático, c******! Nós somos da Ribeira!

(H. esclarece, apontando para mim:)
- Ele também é cá do Porto!

(Digo em voz muito alta:)
- Eu sou de Aldoar!
- Aldoar?!? F***-**...em que bloco é que moras?

(Deixou-me sem resposta...já a afastarem-se, gritaram entre risos:)
- Deves morar no bloco nº 17, o dos malucos! No Magalhães de Lemos!...

*fantástico!*

29.11.05

COPIANDO OS MESTRES


Aldo Rossi, Estudo para o Bonnefanten Museum, Maastricht,1990-94.
(Porto, 1998)

26.11.05

PORTUGAL 1991, 2001 & 2005

A editora Gustavo Gili editou recentemente, integrada na colecção 2G, uma revista monográfica sobre arquitectura portuguesa, incidindo em 25 projectos construídos entre 2000 e 2005. Coloquei-a ao lado de duas edições anteriores, uma de 2001 pela mesma GG e uma Architécti de 1991, também dedicadas ao panorama nacional.

Na edição de 1991 era clara a divisão entre as tendências pós-modernistas que marcavam mais os arquitectos de Lisboa e as linhas geométricas puras assentes numa matriz modernista que orientavam os arquitectos oriundos da "Escola do Porto". Entre os primeiros estavam Duarte Cabral de Melo e M M Godinho de Almeida, Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, José e João Santa-Rita, Luiz Cunha e Domingos Ávila Gomes, Adalberto Tenreiro, Vitor Figueiredo e Jorge Filipe Pinto. Entre os segundos destacavam-se Rogério Cavaca, João Lucas Dias, Adalberto Dias, José Gigante e João Álvaro Rocha, Domingos Tavares, João Paulo Providência e José Fernando Gonçalves, Alexandre Alves Costa, Pedro e Luis Ramalho, Eduardo Souto Moura e, claro, Álvaro Siza, figura que se pressente em todos eles.
Na edição de 2001 ressalta à vista a importância que o trabalho desenvolvido por Eduardo Souto Moura nos anos 90 teve nas gerações que o acompanharam ou lhe sucederam. Em quase todos os projectos apresentados há uma referência à sua obra, tal como em 1991 havia a Álvaro Siza. A pousada do Atelier Búgio, o Centro de Escuteiros de José Fernando Gonçalves, o pavilhão de Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos, a Casa de Chá de João Mendes Ribeiro, a renovação de uma ilha, de Pedro Mendes, o Instituto Politécnico de António Portugal e Manuel M Reis, o pavilhão de Paulo Providência, os projectos de Serôdio & Associados , todos eles são herdeiros da presença (agora já) tutelar de Souto Moura.
Em 2005 é incontornável a contaminação de arquitecturas estrangeiras e linguagens importadas. No grupo mais extrovertido, com a sua "Meca" algures entre os Estados Unidos e a Holanda, situam-se os ARX Portugal, o Atelier de Santos, a Contemporânea e os Promontório. No grupo mais silencioso , indiscutivelmente suíço, estão Nuno Brandão Costa, o Atelier Búgio, Carrilho da Graça, Paulo David, Inês Lobo & Pedro Domingos, João Mendes Ribeiro, Pedro Pacheco & Marie Clément.

Curiosamente, apresenta-se o Estádio Municipal de Braga como "a obra que fecha o século anterior"...ponto de viragem apenas da obra de Souto Moura ou de toda a arquitectura portuguesa? E por fim, Álvaro Siza, figura insubstituível no panorama português desde o final dos anos 50: se na edição de 2001 eram os trabalhos de Aires Mateus e João Pedro Falcão de Campos que o evocavam, na de 2005 é Pedro Maurício Borges que absorve da melhor maneira o seu inesgotável legado.

ONTEM ADORMECI A OUVIR ESTA MÚSICA

The world is not my home
I'm just a passin thru

(Tom Waits, Come on Up to the House, Mule Variations, 1999)

Às vezes precisamos de ouvir isto, dito com uma voz roufenha e embriagada.

23.11.05

A LER / A VER:



Lopes, Diogo; Cera, Nuno, Cimêncio, Lisboa, Fenda Edições, 2002.
Alice, de Marco Martins, 2005.

Para percebermos melhor as paisagens de silêncio e cimento nas quais nos movimentamos. E para percebermos melhor as pessoas que nelas habitam.

19.11.05

INCURSÕES PELO DESIGN


móvel multiusos, 2003

15.11.05

A NÃO PERDER:

Os dois sites de fotografia do Fernando Guerra, um dos quais dedicado apenas a obras de arquitectura. Algumas saem bastante beneficiadas...
(Ligações na barra lateral)

E NÃO A PODEMOS COMER?

"We very strongly insist on architecture's potential to reach all the senses, not just the visual. At a time of digital media and cyberspace, architecture has this old-fashioned potential. You can touch it, you can feel it, you can see it, you can smell it."

Jacques Herzog, Time, November 21, 2005

13.11.05

LENDO OS JORNAIS DO FIM DE SEMANA

Inspirado pelos recentes acontecimentos em França, Miguel Sousa Tavares escreveu uma crónica sobre o bairro onde reside, o Campo de Ourique. É um texto impressionista que nos remete, por um lado, para alguns poemas de Cesário Verde (apela aos nossos cinco sentidos quando descreve as frutas e os peixes do mercado) e, por outro, para alguns conceitos desenvolvidos pelo Team X nos anos do pós-guerra (proximidade, vizinhança, relationship).
Não conheço o Campo de Ourique, nem sequer conheço Lisboa suficientemente bem para afirmar que este será um caso isolado. No entanto, sei que no Porto não existe nenhum caso assim. A cidade cresceu mal, as relações de proximidade e vizinhança foram-se perdendo, ou por causa da desertificação ou por causa dos condomínios privados, os quiosques desapareceram a pouco e pouco, os mercados tornaram-se obsoletos, os jardins não são utilizados, os bairros sociais continuam virados para o próprio umbigo...mesmo os casos mais felizes estão ainda muito distantes de Campo de Ourique. A Foz do Douro é, sem dúvida, dos locais mais aprazíveis para se habitar, possui um excelente mercado (dos poucos que conheço actualmente) e um "justo equilíbrio entre comércio, serviços e habitação", mas não é de maneira nenhuma interclassista e dificilmente vislumbramos cumplicidade e proximidade entre os seus moradores...
Fico com as recordações dos mercados do Rialto, em Veneza, e as suas magníficas cores, os seus cheiros que me entravam pela janela dentro, o rodopio que se começava a ouvir às cinco da manhã e durava até à hora do almoço, a sua explosão de vida que desdenhava do rótulo de "cidade moribunda"...

Pedro Mexia deixou que a hotmail eliminasse por duas vezes todos os emails que tinha armazenados e apagasse "bocados inteiros da sua existência recente". Por isso, escreveu uma crónica sobre a forma de guardarmos bocados da nossa vida, i.e, as cartas (antigamente) e os emails (actualmente). As minhas cartas, ao contrário das do PM, não terminaram no lixo. Ainda hoje as guardo todas, numa coisa parecida com uma caixa de sapatos (se calhar, só porque nunca escrevi cartas de amor...). Há pouco tempo vasculhei este pequeno armazém da minha existência e apercebi-me de duas coisas: 1º) deixei de receber cartas no ano da graça de 1999 - desde então, apenas alguns postais, que me dão uma satisfação inigualável. 2º) continuo a guardar os emails como se tratassem de cartas - por todos os meus endereços electrónicos existem pastas chamadas "correspondência" (hotmail, netcabo) para precaver limpezas imprevisíveis da inbox (felizmente no gmail já não se coloca este problema...).
Assim continua o fascínio por esses "legados imutáveis de papel" (ou papel virtual) que "documentam um nosso eu antigo e às vezes embaraçoso" e que me fazem lembrar a personagem borgiana Funes, apelidado el memorioso...

5.11.05

PARIS, 2005

Vão-me desculpar o desabafo em tom leviano, rápido e incisivo como devem ser alguns posts (claro que podem e devem ler opiniões mais fundamentadas no Abrupto e na Barriga de um Arquitecto):
os incidentes que duram há mais de uma semana nos arredores de Paris são resultado de uma forma de fazer cidade que cristaliza o pensamento do movimento moderno e que prova o grande fracasso das teorias urbanas de muitos "génios" do século XX.