PORTUGAL 1991, 2001 & 2005
A editora Gustavo Gili editou recentemente, integrada na colecção 2G, uma revista monográfica sobre arquitectura portuguesa, incidindo em 25 projectos construídos entre 2000 e 2005. Coloquei-a ao lado de duas edições anteriores, uma de 2001 pela mesma GG e uma Architécti de 1991, também dedicadas ao panorama nacional.
Na edição de 1991 era clara a divisão entre as tendências pós-modernistas que marcavam mais os arquitectos de Lisboa e as linhas geométricas puras assentes numa matriz modernista que orientavam os arquitectos oriundos da "Escola do Porto". Entre os primeiros estavam Duarte Cabral de Melo e M M Godinho de Almeida, Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, José e João Santa-Rita, Luiz Cunha e Domingos Ávila Gomes, Adalberto Tenreiro, Vitor Figueiredo e Jorge Filipe Pinto. Entre os segundos destacavam-se Rogério Cavaca, João Lucas Dias, Adalberto Dias, José Gigante e João Álvaro Rocha, Domingos Tavares, João Paulo Providência e José Fernando Gonçalves, Alexandre Alves Costa, Pedro e Luis Ramalho, Eduardo Souto Moura e, claro, Álvaro Siza, figura que se pressente em todos eles.
Na edição de 2001 ressalta à vista a importância que o trabalho desenvolvido por Eduardo Souto Moura nos anos 90 teve nas gerações que o acompanharam ou lhe sucederam. Em quase todos os projectos apresentados há uma referência à sua obra, tal como em 1991 havia a Álvaro Siza. A pousada do Atelier Búgio, o Centro de Escuteiros de José Fernando Gonçalves, o pavilhão de Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos, a Casa de Chá de João Mendes Ribeiro, a renovação de uma ilha, de Pedro Mendes, o Instituto Politécnico de António Portugal e Manuel M Reis, o pavilhão de Paulo Providência, os projectos de Serôdio & Associados , todos eles são herdeiros da presença (agora já) tutelar de Souto Moura.
Em 2005 é incontornável a contaminação de arquitecturas estrangeiras e linguagens importadas. No grupo mais extrovertido, com a sua "Meca" algures entre os Estados Unidos e a Holanda, situam-se os ARX Portugal, o Atelier de Santos, a Contemporânea e os Promontório. No grupo mais silencioso , indiscutivelmente suíço, estão Nuno Brandão Costa, o Atelier Búgio, Carrilho da Graça, Paulo David, Inês Lobo & Pedro Domingos, João Mendes Ribeiro, Pedro Pacheco & Marie Clément.
Curiosamente, apresenta-se o Estádio Municipal de Braga como "a obra que fecha o século anterior"...ponto de viragem apenas da obra de Souto Moura ou de toda a arquitectura portuguesa? E por fim, Álvaro Siza, figura insubstituível no panorama português desde o final dos anos 50: se na edição de 2001 eram os trabalhos de Aires Mateus e João Pedro Falcão de Campos que o evocavam, na de 2005 é Pedro Maurício Borges que absorve da melhor maneira o seu inesgotável legado.
Na edição de 1991 era clara a divisão entre as tendências pós-modernistas que marcavam mais os arquitectos de Lisboa e as linhas geométricas puras assentes numa matriz modernista que orientavam os arquitectos oriundos da "Escola do Porto". Entre os primeiros estavam Duarte Cabral de Melo e M M Godinho de Almeida, Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, José e João Santa-Rita, Luiz Cunha e Domingos Ávila Gomes, Adalberto Tenreiro, Vitor Figueiredo e Jorge Filipe Pinto. Entre os segundos destacavam-se Rogério Cavaca, João Lucas Dias, Adalberto Dias, José Gigante e João Álvaro Rocha, Domingos Tavares, João Paulo Providência e José Fernando Gonçalves, Alexandre Alves Costa, Pedro e Luis Ramalho, Eduardo Souto Moura e, claro, Álvaro Siza, figura que se pressente em todos eles.
Na edição de 2001 ressalta à vista a importância que o trabalho desenvolvido por Eduardo Souto Moura nos anos 90 teve nas gerações que o acompanharam ou lhe sucederam. Em quase todos os projectos apresentados há uma referência à sua obra, tal como em 1991 havia a Álvaro Siza. A pousada do Atelier Búgio, o Centro de Escuteiros de José Fernando Gonçalves, o pavilhão de Cristina Guedes e Francisco Vieira de Campos, a Casa de Chá de João Mendes Ribeiro, a renovação de uma ilha, de Pedro Mendes, o Instituto Politécnico de António Portugal e Manuel M Reis, o pavilhão de Paulo Providência, os projectos de Serôdio & Associados , todos eles são herdeiros da presença (agora já) tutelar de Souto Moura.
Em 2005 é incontornável a contaminação de arquitecturas estrangeiras e linguagens importadas. No grupo mais extrovertido, com a sua "Meca" algures entre os Estados Unidos e a Holanda, situam-se os ARX Portugal, o Atelier de Santos, a Contemporânea e os Promontório. No grupo mais silencioso , indiscutivelmente suíço, estão Nuno Brandão Costa, o Atelier Búgio, Carrilho da Graça, Paulo David, Inês Lobo & Pedro Domingos, João Mendes Ribeiro, Pedro Pacheco & Marie Clément.
Curiosamente, apresenta-se o Estádio Municipal de Braga como "a obra que fecha o século anterior"...ponto de viragem apenas da obra de Souto Moura ou de toda a arquitectura portuguesa? E por fim, Álvaro Siza, figura insubstituível no panorama português desde o final dos anos 50: se na edição de 2001 eram os trabalhos de Aires Mateus e João Pedro Falcão de Campos que o evocavam, na de 2005 é Pedro Maurício Borges que absorve da melhor maneira o seu inesgotável legado.

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home